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CALÚNIA.
Trama preparada por um
indivíduo contra outro com o intuito de prejudicá-lo. Em conseqüência, a alma
culpada de calúnia vivencia longo período de intenso sofrimento.
CARMA (causa e efeito ou ação e reação). Lei divina que rege todos os
elementos que compõem o universo. Aplicada aos homens, tem por finalidade
regulamentar suas ações e educá-los intimamente para o futuro, sob a mais
rigorosa justiça. Ao agir, o homem pode provocar um encadeamento de causas e
efeitos que o auxiliam a crescer ou o colocam em débito perante as leis
divinas por várias reencarnações. A esse encadeamento, os hindus denominam
carma.
CENTROS VITAIS. Localizados no perispírito, atuam sobre as células do
corpo físico, dando a elas características específicas de acordo com as
funções que devem exercer. Os centros vitais são: coronário, cerebral,
laríngeo, cardíaco, esplênico, gástrico e genésico.
CLARIAUDIÊNCIA. Faculdade que permite ao médium, de forma quase
constante, ouvir com clareza os espíritos e os sons do plano espiritual.
Segundo André Luiz, "os olhos e os ouvidos materiais estão para a vidência e
para a audição como os óculos estão para os olhos e o ampliador de sons para
os ouvidos - simples aparelhos de complementação. Toda percepção é mental".
CLARIVIDÊNCIA. Segundo Allan Kardec, é a "faculdade que consiste na
possibilidade - se não permanente, pelo menos freqüente - de ver os espíritos
que se aproximam, mesmo que estranhos" (LM: XII,168). O médium clarividente
pode observar fatos e circunstâncias mesmo à distância do lugar em que está.
CODIFICAÇÃO KARDECIANA.
Reunião de todas as leis,
preceitos, revelações do campo científico, filosófico e religioso que englobam
o universo nos dois planos da vida: material e espiritual. Compõe-se de cinco
livros básicos: O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O
Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese.
COMUNICAÇÕES ESPÍRITAS. São manifestações inteligentes do plano
espiritual. Podem ser ocultas ou ostensivas. Quando ocultas, podem resultar da
influência de bons ou maus espíritos; aceitá-las é do livre-arbítrio de cada
um. Quando ostensivas, podem ocorrer pelas aparições, pelas impressões
tangíveis, pelos ruídos, pelos odores sem causa conhecida, pela palavra e pela
escrita, tendo sempre o médium como meio de manifestação.
CONCENTRAÇÃO. Termo bastante usado nos meios espíritas. Refere-se ao
estado mental propício ao estabelecimento de comunicação entre encarnados e
desencarnados num agrupamento mediúnico. Concentrar-se, nesse contexto, é
dirigir os pensamentos para ideais mais elevados; orar de forma a desligar-se
dos acontecimentos reinantes no ambiente, permanecendo alheio aos problemas ou
situações aflitivas.
CONSOLADOR. Denominação que caracteriza a Doutrina Espírita como a nova
revelação, ou seja, o Espiritismo revelado pelos espíritos e codificado por
Allan Kardec. O Consolador prometido por Jesus aos seus discípulos: "E eu
rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique eternamente
convosco, o Espírito da Verdade, a quem o mundo não pode receber porque não o
vê nem o conhece. Mas vós o conhecereis, porque ele ficará convosco e estará
em vós" (João, XIV: 15 a 17).
CORDÃO DE PRATA (cordão fluídico, perispirítico ou vital magnético).
Filamentos que ligam o perispírito ao corpo "molécula a molécula". É através
desse cordão que se distingue um espírito encarnado, fora do corpo, de um
desencarnado.
CREMAÇÃO. O ato de incinerar o cadáver, reduzindo a cinzas o corpo
morto. Segundo Emmanuel (O Consolador, q. 151): "Na cremação, faz-se
mister exercer a piedade com os cadáveres, procrastinando por mais horas o ato
de destruição das vísceras materiais, pois, de certo modo, existem sempre
muitos ecos de sensibilidade entre o espírito desencarnado e o corpo onde se
extinguiu o tônus vital, nas primeiras horas seqüentes ao desenlace, em vista
dos fluidos orgânicos que ainda solicitam a alma para as sensações da
existência material". Assim, a cremação, quando realizada, deve ocorrer 72
horas, no mínimo, após a morte física.
CULTO DO EVANGELHO. Reunião familiar para leitura do Evangelho, seguida
de comentários elucidativos sobre o tema lido. Para se estabelecer sintonia
com os planos superiores, deve ser sempre antecedida e finalizada por uma
prece. Segundo André Luiz, o culto familiar do Evangelho não é somente um
curso de iluminação interior, mas também processo avançado de defesa exterior,
pelas claridades espirituais que acende no ambiente. É conhecido também como
Evangelho no Lar.